Professor é preso suspeito de abusar de aluno em Paulo Afonso; família denuncia falta de apoio da prefeitura

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Um caso grave envolvendo um professor da rede municipal de ensino de Paulo Afonso está sendo investigado pela Polícia Civil. O educador, de 56 anos, foi detido no dia 30 de março de 2026, suspeito de cometer abuso sexual contra um adolescente.

A prisão ocorreu após denúncia anônima. Policiais militares se dirigiram até um apartamento localizado no bairro BTN II, onde encontraram o menor escondido embaixo da cama do suspeito.

De acordo com informações preliminares, o adolescente relatou que já mantinha contato com o professor anteriormente e frequentava o imóvel do investigado. Há indícios de que os encontros ocorreram mais de uma vez.

O caso está sendo apurado como estupro de vulnerável, crime previsto no artigo 217-A do Código Penal, com pena que pode chegar a 15 anos de prisão.

Prefeitura demite professor

A Prefeitura informou que o servidor foi desligado da rede municipal. Segundo o município, não havia denúncias anteriores e os fatos teriam ocorrido fora do ambiente escolar.

Família denuncia abandono e falta de apoio

Apesar da demissão, a família da vítima afirma que não está recebendo o suporte necessário.

Segundo relato enviado ao portal, o adolescente precisa de acompanhamento psicológico, mas até o momento não houve assistência por parte do município.

Ainda de acordo com a família, o único órgão que está acompanhando o caso é o Conselho Tutelar.

Os familiares também destacam que, embora o crime não tenha ocorrido dentro da escola, a relação de confiança entre o professor e o adolescente teve início no ambiente escolar.

A situação tem gerado revolta, principalmente pela ausência de suporte institucional diante da gravidade do caso.

Investigação segue em andamento

A Polícia Civil segue com a investigação, realizando coleta de depoimentos, análise de aparelhos eletrônicos e apuração sobre possível existência de outras vítimas.

O suspeito permanece à disposição da Justiça, e o Ministério Público deverá se manifestar após a conclusão do inquérito.

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