Há mais de duas semanas, o governo federal tenta, sem muito sucesso, manter sob controle os preços do diesel no país. Mas a imensa maioria dos motoristas brasileiros certamente já percebeu que o preço da gasolina, outro combustível derivado do petróleo, também está subindo. Por que, então ainda não se convocaram coletivas para anunciar medidas que evitem a escalada no valor pago para abastecer os veículos de passeio? A resposta para esta pergunta está no modelo de transporte e na estrutura de produção do país.
Existe ainda um componente de natureza macroeconômica que pode explicar a maior inação por parte do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em relação ao preço da gasolina. O Brasil, apesar de autossuficiente em petróleo, precisa importar derivados do produto por não ter em território nacional capacidade de refino para toda a sua produção. No caso do diesel, a dependência externa beira os 25%, enquanto apenas 5% da gasolina, em média, vem do exterior.
É este o contexto que explica nenhuma iniciativa, pelo menos até aqui, em relação à alta da gasolina no país. O entendimento, ainda que não seja dito explicitamente, é que o aumento do combustível usado na imensa maioria dos veículos de passeio é um problema de natureza individual, enquanto o que serve para movimentar a produção nacional impacta o país inteiro.
Os preços dos combustíveis registraram alta pela terceira semana consecutiva. De acordo com levantamento semanal da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), gasolina e diesel tiveram aumento nos postos de combustíveis em todo o país.
Com informações do Correio da Bahia // Preços dos combustíveis seguem em alta pela terceira semana consecutiva Crédito: Arisson Marinho/CORREIO