José Carlos será o novo líder da oposição; resta saber se a oposição “fake” ou a original

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2018

PAULO AFONSO – O vereador José Carlos Coelho (PRB) terá a partir da abertura dos trabalhos legislativos de 2019, a chance de não repetir a novela protagonizada por Edson Oliveira (PP), quando o então vereador estava na bancada de oposição [com as vantagens de uma liderança de bancada], mas na prática agia de acordo com interesses bastante particulares.

Diga-se: nem mesmo do partido, pois era evidente que os Progressistas caminhavam para uma aliança com Raimundo Caíres, queriam desgastar a gestão de Anilton Bastos (Podemos), mas ficavam sem voz no Parlamento, porque não encontravam eco na liderança. O resultado é que sem ser governo nem oposição, Edson não se reelegeu.

Será que a história ensina?, ainda não vimos a atuação de José Carlos, então cumpre esperar até a primeira sessão. De saída temos que “o vereador do BTN” como ele gosta de se definir, não perde nenhuma oportunidade de elogiar com muito fôlego  tanto o prefeito Luiz de Deus (PSD) como o administrador da subprefeitura Luiz Humberto [cujo salário para administrar o complexo de bairros do BTN chega a quase 50 mil reais por mês] nem adianta acrescentar que Luizinho é genro do prefeito], tudo isso passa ao largo dos elogios do parlamentar.

Então como será o comportamento do político quando um tema como a renovação do contrato da Embasa chegar à Câmara – se é que isso ocorrerá um dia?, de resto não custa perguntar:  como se comportará José Carlos quando a pauta do cotidiano exigir cobranças duras do prefeito?, será que se unirá a Mário Galinho (SD) e a Jean Roubert (PTB)?, ou ficará num tipo “fake” de oposição enquanto o povo padece?

A verdade – O certo seria o vereador Mário Galinho  assumir a bancada de oposição porque é o único que se mantém nessa linha desde que começou o mandato, mas entre a verba de mais de 20 mil reais de liderança e os cargos da Câmara, há mais coisas do que a nossa capacidade de entender.

O passo em falso de Pedro Macário- o novo presidente da Câmara e os companheiros dessa oposição (com açúcar, para não dizer “ligth”) deveriam saber que escolher um vereador com tantas nuances para uma empreitada que exige posicionamento firme, duro e atrevido a depender da pauta, é um risco desnecessário e já os coloca sob suspeição.

Uma mão lava a outra – José Carlos votou em Macário, Jean e Galinho não. É justo então que seja ele a liderança?, o que está em jogo são os cargos.

E como ficam os interesses do povo? Aí já é querer demais.

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