Mãe pede justiça 17 anos após assassinato de jovem com 27 tiros no BTN 3, em Paulo Afonso

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A dor de uma mãe segue viva mesmo após quase duas décadas. Em entrevista, uma moradora do bairro BTN 3, em Paulo Afonso, relatou detalhes do assassinato do filho, morto aos 18 anos, com 27 disparos de arma de fogo, em uma casa próxima à residência da família.

Segundo o relato, o crime aconteceu no dia 13 de julho de 2007, por volta das 20h, após o jovem passar alguns dias desaparecido. A mãe afirma que nunca presenciou o crime e, por isso, diz não ter condições de apontar o autor do homicídio.

“Eu não posso acusar ninguém porque eu não vi quem matou meu filho”, afirmou. Ela também negou ter ido à delegacia para acusar qualquer pessoa formalmente, apesar de existir, segundo ela, a informação de que um homem conhecido como “Vertinho” teria sido apontado no processo.

A entrevistada contou que o filho mantinha amizades e um relacionamento amoroso conturbado, mas nega qualquer envolvimento dele com atividades criminosas. “Ele não tinha envolvimento com coisas erradas”, disse.

Ainda segundo o relato, a família soube posteriormente que havia quatro linhas de investigação para o crime, incluindo a hipótese de ciúmes e uma possível ligação com outro homicídio ocorrido à época. No entanto, a mãe afirma que nunca recebeu explicações completas das autoridades.

Ela também criticou a demora da polícia no dia do crime. De acordo com seu relato, a polícia só chegou ao local por volta das 23h, horas após o assassinato.

Atualmente, segundo informações que chegaram à família, um suspeito estaria preso desde 2024, mas a mãe reforça que não pode afirmar se ele é o responsável pelo crime. “Não vou dizer que foi ele porque eu não sei”, declarou.

Ao final da entrevista, a mãe fez um apelo por justiça. “Meu filho não é um passarinho que você mata e fica por isso mesmo”, disse, emocionada.

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