Serial killer de Maceió vai a júri por matar idosa na frente do neto; réu alegou que vítima “falava demais

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– Vai a júri popular nesta quinta-feira (5) o ex-agente penitenciário Albino Santos de Lima, conhecido como o “serial killer de Maceió”, acusado de assassinar a tiros a idosa Genilda Maria da Conceição, de 71 anos, crime ocorrido em 6 de fevereiro de 2019, no bairro Chã da Jaqueira, na capital alagoana.

A vítima foi morta na frente do neto, de 11 anos, enquanto levava a criança para a escola. Segundo as investigações, ela foi atingida pelas costas e não teve chance de defesa.


O que o réu alegou

Durante depoimentos, Albino afirmou que matou Genilda por suspeitar que ela teria ligação com o tráfico de drogas e porque, segundo ele, a idosa “falava demais” sobre movimentações na rua.

Em outras ocasiões, o acusado também declarou que agia como uma espécie de “justiceiro”. As investigações, no entanto, não confirmaram qualquer envolvimento da vítima com atividades criminosas.

Albino chegou a confessar o crime posteriormente, o que mudou o rumo do processo. Inicialmente, outro homem havia sido apontado como suspeito e quase foi levado a júri antes da nova confissão.


Série de crimes e condenações

O acusado foi preso após investigações que o ligaram a uma sequência de homicídios ocorridos entre 2019 e 2024, em diferentes bairros de Maceió.

A polícia identificou conexões entre os casos por meio de provas balísticas, perícias técnicas e análise de celulares, que ajudaram a traçar o modus operandi do investigado.

Albino já foi condenado em diversos júris populares e acumula mais de 100 anos de prisão por crimes como:

  • Homicídios qualificados

  • Tentativas de assassinato

  • Assassinato de adolescente

  • Morte de mulher trans

  • Tentativa de homicídio contra barbeiro

As investigações apontam que ele pode estar ligado a até 18 homicídios, número que ainda é analisado pelas autoridades.


Julgamento e possíveis desdobramentos

O júri desta quinta-feira deve ouvir testemunhas, acusação e defesa antes da decisão do Conselho de Sentença.

Mesmo já condenado em outros processos, a nova decisão pode ampliar o tempo total de pena do réu. Especialistas apontam que o caso reforça o debate sobre falhas na identificação precoce de crimes em série e na resposta estatal diante de padrões repetitivos de homicídios.

O assassinato de Genilda gerou forte comoção à época, especialmente pela presença do neto no momento do crime.

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