O caso dos chamados “Canibais de Garanhuns”, que chocou o Brasil pela brutalidade dos crimes, voltou ao centro das atenções após um novo pedido feito pela defesa de um dos condenados.
Apontado como líder do grupo, o homem solicitou à Justiça o cumprimento da pena em regime domiciliar. O argumento apresentado é de que ele estaria com cegueira irreversível, condição que, segundo a defesa, comprometeria sua permanência no sistema prisional.
O trio ficou conhecido nacionalmente após a descoberta de crimes envolvendo assassinatos e ocultação de cadáveres na cidade de Garanhuns, em Pernambuco. As investigações revelaram detalhes perturbadores, incluindo relatos de práticas de canibalismo, o que gerou grande repercussão na época.
O condenado cumpre pena em regime fechado e já foi julgado por diversos crimes relacionados ao caso. Agora, cabe à Justiça analisar os laudos médicos e decidir se a condição de saúde alegada justifica a concessão da prisão domiciliar.
O pedido reacende o debate sobre os limites legais para benefícios concedidos a condenados, especialmente em casos de grande repercussão e gravidade.
Até o momento, não há decisão definitiva sobre o pedido.