Baronesas voltam a tomar conta da Prainha

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O avanço das baronesas voltou a atingir em grande proporção a Prainha, em Paulo Afonso (BA). O “tapete verde” cobriu novamente o espelho d’água e interrompeu a normalidade de um dos principais pontos turísticos da cidade.

O cenário reacende uma pergunta que já se tornou recorrente: por que, mesmo após anos de retiradas e acordos institucionais, o problema continua voltando?


📉 Prejuízo social imediato

O impacto econômico é direto e mensurável.

O que antes era ponto de lazer e geração de renda agora se transforma, mais uma vez, em cenário de incerteza.


⚠️ Retirada milionária e problema recorrente

A Prefeitura afirma que realiza a retirada das baronesas desde 2018, contabilizando cerca de 10 mil toneladas ao longo dos anos.

Em outro período específico, aproximadamente 30 mil toneladas foram retiradas.

Em 2023, decisão judicial determinou que a Chesf retomasse a retirada no prazo de 10 dias, após alegação de descumprimento de acordo firmado desde maio de 2022.

Há ainda Termo de Ajustamento de Conduta prevendo responsabilidades divididas entre Município, Chesf, União e órgãos ambientais.

Apesar disso, o problema voltou com força agora em 2026.


🌱 O que está por trás do ciclo?

Especialistas associam a proliferação ao excesso de matéria orgânica na água, presença de esgoto, nutrientes elevados e fatores ligados à vazão do rio.

Ou seja, não se trata apenas de retirar plantas da superfície.

Sem enfrentar as causas estruturais — saneamento, controle de nutrientes e gestão hídrica — a tendência é de repetição.


⚖️ Responsabilidade compartilhada ou empurrada?

O impasse sobre quem deve agir de forma definitiva permanece.

Município aponta responsabilidades operacionais e institucionais.
Chesf é citada em decisões judiciais relacionadas à retirada e vazão.
União aparece no TAC por se tratar de bem federal.

Enquanto os entes discutem competências, o prejuízo recai sobre comerciantes, trabalhadores e a população.

A recorrência do problema expõe uma fragilidade na governança ambiental do trecho urbano do Rio São Francisco.


📌 Um cartão-postal refém de um problema não resolvido

A volta das baronesas em grande proporção em 2026 não é um episódio isolado.

É a repetição de um ciclo que já provocou:

  • Prejuízos à pesca artesanal;

  • Redução do turismo;

  • Danos ambientais e risco de proliferação de vetores.

A retirada acontece.
Mas a solução definitiva ainda não.

E a Prainha continua pagando a conta.

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