Treze meses após o início da atual gestão municipal, a Saúde pública de Paulo Afonso continua sendo alvo de críticas, denúncias e questionamentos políticos. Desde janeiro de 2025, a administração decretou estado de emergência, enfrentou falta de medicamentos, dificuldades no Hospital Nair Alves de Souza (HNAS) e realizou troca na Secretaria de Saúde — sem que, o cenário tenha sido efetivamente revertido.
O decreto de emergência, publicado logo no início do mandato, permitiu contratações sem licitação sob justificativa de dificuldades administrativas e financeiras. A medida, no entanto, foi interpretada por opositores como sinal de desorganização estrutural da rede municipal.
Durante sabatina na Câmara, a então secretária classificou o cenário como “caos financeiro, estrutural e organizacional”, citando problemas no hospital, na logística de medicamentos e na organização interna da pasta. A declaração repercutiu fortemente no meio político.
Entre os principais pontos negativos apontados ao longo dos últimos meses estão:
-
Falhas no abastecimento de medicamentos em unidades básicas;
-
Dificuldade na marcação de exames e consultas especializadas;
-
Reclamações de pacientes que precisaram buscar atendimento fora do município;
-
Instabilidade administrativa com troca no comando da Secretaria de Saúde;
-
Questionamentos sobre prioridades orçamentárias em meio às dificuldades da rede.
Vista grossa política?
Um dos pontos que mais tem gerado indignação é a percepção de que lideranças políticas locais estariam fazendo “vista grossa” para o cenário da Saúde. Mesmo com articulação política e acesso ao Governo do Estado, críticos afirmam que não houve, até o momento, uma intervenção ou solução estrutural capaz de enfrentar o que classificam como “crise prolongada”.
Aliados da gestão defendem que medidas estão em andamento. Já opositores sustentam que o discurso não tem sido acompanhado por resultados concretos na ponta, onde o cidadão depende do atendimento.
A Saúde de Paulo Afonso segue como um dos principais termômetros políticos da atual administração. A pressão aumenta, e a população aguarda respostas práticas — não apenas justificativas.