Lula anuncia R$ 4,6 bilhões para 11 aeroportos, mas Paulo Afonso fica fora e ausência expõe fragilidade política local

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou um investimento de R$ 4,6 bilhões para modernização e ampliação de 11 aeroportos no Brasil, dentro do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC). O pacote contempla terminais em São Paulo, Mato Grosso do Sul, Pará e Minas Gerais. No entanto, o Aeroporto de Paulo Afonso, na Bahia, não foi incluído entre os beneficiados.

Os recursos serão destinados a obras estruturais, ampliação de terminais, requalificação de pistas e melhorias operacionais. Entre os aeroportos contemplados estão Congonhas (SP), Campo Grande (MS), Santarém (PA), Marabá (PA), Uberlândia (MG), entre outros terminais considerados estratégicos para o fortalecimento da aviação regional e do desenvolvimento econômico.

A ausência de Paulo Afonso na lista chama atenção. A cidade, que possui posição estratégica no interior da Bahia e histórico de importância econômica regional, mais uma vez não figura entre as prioridades de investimento federal na área de infraestrutura aeroportuária.

O episódio reacende um questionamento inevitável: faltou articulação política da liderança municipal?

Enquanto municípios de porte semelhante conseguiram garantir espaço no pacote bilionário, Paulo Afonso segue fora dos grandes anúncios federais. O aeroporto local enfrenta limitações operacionais e tem papel fundamental para atrair investimentos, fortalecer o turismo e facilitar o deslocamento empresarial na região.

Especialistas em gestão pública apontam que inclusão em programas federais depende de projetos técnicos consolidados, articulação institucional e presença ativa junto aos ministérios e à bancada federal. Sem mobilização estratégica, cidades acabam ficando à margem dos investimentos estruturantes.

Até o momento, não houve posicionamento oficial detalhado da gestão municipal sobre eventual tratativa para inclusão do aeroporto em futuras etapas do Novo PAC.

A expectativa agora é saber se haverá movimentação política para reverter o cenário ou se Paulo Afonso continuará assistindo de fora aos grandes investimentos federais em infraestrutura.

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