Paulo Afonso-BA, 3 de agosto de 2021 – 00:09

No aniversário de 63 anos de Paulo Afonso, todos os aplausos à memória de ABEL BARBOSA

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Quando o município de Paulo Afonso comemora 63 anos de emancipação política, é de grande importância que os professores, educadores, estudantes, pesquisadores sobre a história deste município dirijam o seu foco de estudos para um personagem que já não está entre nós mas que, durante os quase 70 anos em que viveu nesta cidade foi só doação, por inteiro, ao seu desenvolvimento: ABEL BARBOSA.

Na verdade, ele chegou a ser chamado de “ama seca de Paulo Afonso”, ou seja, aquele que cuidou, como todo mimo, daquilo que nasceu de suas mãos, de sua luta, nada fácil durante muitos anos.

Foi Abel Barbosa que arriscou a vida muitas vezes, que foi proibido de entrar na Chesf, que sofreu atentados, que teve que fugir várias vezes, nas condições até sub-humanas para sobreviver à sanha dos que estavam contra a sua ideia de ver Forquilha, a Vila Poty, o Distrito de Paulo Afonso, livre do descaso da gestão de Glória.

Você sabia que, com a chegada da Chesf, em 1948, a Vila Poty passou a ser, a partir de dezembro de 1953, o Distrito de Paulo Afonso, pertencente ao município de Glória e que embora já tivesse uma população estimada de mais de 15 mil habitantes, só teve a primeira escola por iniciativa do Professor Gilberto Oliveira e do Pastor João Cartonilho, em 1955?

Sabia que a Vila Poty só teve energia elétrica instalada a partir do ano de 1960?

E que a primeira escola municipal na zona urbana, só foi construída em 1963, – a Escola Ministro Oliveira Brito, hoje do Estado – pelo Prefeito Otaviano Leandro de Morais?

Abel Barbosa sempre lutou contra esse descaso para com Paulo Afonso, desde quando ela se chamava Forquilha, Vila Poty e também quando nasceu o BTN, em 1970, e era apenas o Bairro Mulungu.

Foi na sua gestão de prefeito, de 1979 a 1985, que Paulo Afonso ficou conhecida em todo o mundo pelo seu potencial turístico.

Foi ali, que surgiu a Avenida Apolônio Sales, onde antes era uma pista de pouso de aviões. E foram construídas muitas escolas e nasceu a Prainha de Paulo Afonso, o calçadão da Getúlio Vargas acabando com o muro da Chesf…

Foi de sua luta liderando muitos amigos e apoiadores que nasceu Paulo Afonso, hoje um importante município do Estado da Bahia, com mais de 120 mil habitantes.

Em sua homenagem produzi revistas, fiz palestras, escrevi livros como ABEL BARBOSA – o inventor de Paulo Afonso.

O livro ABEL BARBOSA – o inventor de Paulo Afonso traz uma narrativa sobre a vida deste líder político de Paulo Afonso, desde os tempos em que atuava apoiando políticos importantes como o senador Apolônio Sales e o governador Agamenon Magalhães no Estado de Pernambuco, onde nasceu Abel Barbosa.

Em 1950 ele chegou a Paulo Afonso, com 22 anos e foi um baluarte na luta pela emancipação política e criação deste município.

Abel Barbosa foi Vereador pelo Distrito de Paulo Afonso, no município de Glória de 1955 a 1958 e ali conseguiu a aprovação da emancipação política de Paulo Afonso na histórica sessão da Câmara do dia 10 de outubro de 1956.

O processo foi encaminhado para a Assembleia Legislativa da Bahia, onde ficou por mais de um ano e meio, sendo aprovado em Julho de 1958.

Em 28 de Julho de 1958, o governador da Bahia, Antônio Balbino de Carvalho sancionou a Lei Estadual 1.012/58, criando o município de Paulo Afonso, desmembrando o seu território do município de Glória/BA.

Abel foi vereador em Paulo Afonso durante mais de 20 anos e foi prefeito de Paulo Afonso duas vezes. A primeira, de 14 de maio de 1974 a 16 de outubro de 1975, porque era o presidente da Câmara Municipal de Paulo Afonso e, naquela época, não havia o vice-prefeito, cargo que só foi criado a partir de 1986.

Foi prefeito uma segunda vez, de 4 de agosto de 1979 a 31 de dezembro de 1985, nos últimos anos do governo militar, durante o qual foi suspenso o processo de eleições municipais em cidades consideradas como área de segurança nacional, como era o caso de Paulo Afonso.

Nesses municípios, durante a vigência do governo militar – de 1964 a 1985 – os prefeitos eram indicados pelos governadores dos Estados e nomeados pelo governo militar.

Essa sempre foi a grande frustração do político Abel Barbosa: nunca ter sido prefeito, eleito, pelo povo.

Desde a sua chegada a Paulo Afonso em 4 de setembro de 1950, vindo de Pesqueira/PE, cidade onde nasceu, em 3 de junho de 1928, Abel Barbosa permaneceu em Paulo Afonso até a sua morte, no dia 26 de abril de 2018, quando faltava um pouco mais de um mês para completar 90 anos de vida intensa.

Ele morou em Paulo Afonso, com dedicação exclusiva a este município, por quase 68 anos.

Em sua homenagem, a Academia de Letras de Paulo Afonso, de que ele foi um dos fundadores, apresentou ao prefeito municipal Luiz Barbosa de Deus, em agosto de 2020, a proposta da criação do Memorial Abel Barbosa, a ser instalado no prédio da primeira prefeitura de Paulo Afonso, construído pela Chesf e doado ao município no final da década de 1950.

O Prefeito Luiz Barbosa de Deus, sensibilizado com a proposta e por também reconhecer a importância do pioneiro Abel Barbosa, aprovou essa proposta e encaminhou um Projeto de Lei criando o Memorial Abel Barbosa e destinando este prédio, hoje conhecido como Espaço Cultural Raso da Catarina, para ser o Memorial Abel Barbosa e a sede da Academia de Letras de Paulo Afonso.

O Projeto foi aprovado por todos os 15 vereadores de Paulo Afonso e sancionado pelo Prefeito Luiz Barbosa de Deus como a Lei Municipal Nº 1.455/2020, de 27 de outubro de 2020, publicada no Diário Oficial do Município no dia 29 de Outubro de 2020.

O livro ABEL BARBOSA – o inventor de Paulo Afonso – do escritor Antônio Galdino da Silva traz toda a história da vida de Abel Barbosa, assim como tudo sobre a emancipação política de Paulo Afonso e já é importante publicação de pesquisa sobre esses temas.

Ainda existem poucos exemplares desse livro à venda nos Supermercados SUPRAVE e com o autor (Whatsapp – 75-99234-1740).

 

Por Antônio Galdino 

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