Mãe de filho autista emociona público presente à sessão da Câmara Municipal ‘estamos pedindo socorro’

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PAULO AFONSO – A convidada para a sessão ordinária da Câmara Municipal desta segunda-feira (17), foi a psicóloga Mayra Falcão que atende crianças autistas no Centro de Especialidades Médicas.

Psicóloga Mayra Falcão .

A psicóloga respondeu aos questionamentos dos parlamentares e após sua participação, o vereador Mário Galinho (SD) interveio junto ao presidente Marcondes Francisco (PSD) para que a presidente da Ong Semear,  Edvânia, pudesse também participar, e foi concedido cinco minutos.

Edvânia, recusou-se a falar como representante do Semear, ‘aqui quem fala é a mãe de um menino autista’ começou ela, e os minutos que se seguiram foram de perplexidade, tristeza, desabafo e choro.

“Eu sou grata a Maíra pelo que ela tem feito, mas eu tenho um filho com autismo que tem hoje 7 anos de idade e está com evolução de 1, porque se tem uma terapia hoje se passa 35 dias para ter a próxima, isso não é culpa da psicóloga não porque ela está ali para atender a todos, mas é uma vergonha!”, disse a mãe para aplausos efusivos do público.

Em seguida Edvânia falou das mais variadas dificuldades enfrentadas pelas famílias que têm criança autista: “Algumas não têm sequer o que comer, imagine aí pagar tratamento para os filhos.”

Em entrevista à RBN, Edvânia afirmou que o número de crianças autistas cresce assustadoramente e que os programas da prefeitura são insuficientes: “É lei que meu filho precisa está inserido em sala de aula, que deve ter garantido o tratamento e eu me pergunto onde está o município?, que não temos um neuro pediatra, um psiquiatra infantil, nem uma equipe capacitada aqui no município, nem temos apoio nem recursos.”

Edvânia é mãe de Pedro Enrique que tem 7 anos e parou de trabalhar para cuidar dele, “meu anjo azul, veio para mudar a nossa vida e me tornar uma pessoa melhor, ele estuda no CEMPA e está no último ano, e eu já me pergunto para onde ele vai o ano que vem?, o que será dele e de mim?, para onde eu vou?”, desabafa.

Segundo ela explicou o tratamento é muito caro. “Se tem famílias que hoje não conseguem nem comprar comida, como vão pagar a fono?, em que a consulta custa 300 reais, e a psicólogo?, sem o município não tem como, por isso pedimos socorro”.

 

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