Celebração dos 11 anos da Deam revelam protagonismo e empoderamento feminino

Postado por:

Share on facebook
Facebook
Share on whatsapp
WhatsApp
page

PAULO AFONSO – O endereço mais importante para que a mulher violentada, agredida e humilhada  inicie uma mudança de vida completou no último dia o7 de julho, 11 anos: a Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher [Deam], celebrou nesta quarta-feira 08, a trajetória de uma unidade que guarda histórias trágicas, revoltantes, mas também de proteção, autoestima boa e vida nova para aquelas que conseguiram romper o silêncio e procurar ajuda.

Mulheres que celebraram nesta quarta-feira os 11 anos da Deam de Paulo Afonso.

Mulheres que celebraram nesta quarta-feira os 11 anos da Deam de Paulo Afonso.

A chegada da Deam em Paulo Afonso, lembrou Valda Aroucha, foi uma luta que durou mais de dez anos: “Nós saímos às ruas para recolher assinaturas, contamos com a ajuda do bispo dom Mário Zanetta, e tivemos que brigar muito para finalmente vermos a Deam funcionando aqui com Dra. Mirela à frente.”

A Chesf que cedeu o terreno para a construção da delegacia, inaugurada ano passado pelo governador Rui Costa, teve participação importante quando ocupava uma cadeira no Conselho dos Direitos da Mulher. “Eu gostei muito de vir ao aniversário da Deam, porque me fez lembrar o tempo em que estávamos sempre juntas promovendo debates, viajando e brigando para a instalação da Deam”, destacou Fátima Araújo, representante da Chesf.

Mulheres que participaram do aniversário de 11 anos da Deam. de azul, a juíza da Vara de Infância e Juventude de Paulo Afonso, Dra. Janaína.

Em 7 meses, 800 ocorrências

“A  gente tem uma cultura machista que banaliza a mulher e que não é nova, a Lei Maria da Penha só tem 12 anos, então imaginem, o que é doze anos para mudar uma cultura de séculos?”, disse Juliana Fontes Barbosa, delegada titular da Deam.

Projeto Bromélias do Sertão

Juliana apresentou o projeto Bromélias do Sertão com o propósito de tornar a Lei Maria da Penha mais conhecida: “Levar ao conhecimento da população e para que a Lei tenha a sua aplicabilidade, tem gente que fala  ‘lei de feminista’, não se trata disso, mas de mulher com dignidade, homem com dignidade, vamos levar para as comunidades, para o Sertão e assim florir uma nova mentalidade e mude a consciência, porque chega de violência contra a mulher”, frisou Juliana.

 

Sala de teatro do CEU, no BTN I, aniversário de 11 anos da Deam.

 

Caminhos cruzados

 

O aniversário, portanto, não é apenas da delegacia, celebra o empoderamento de tantas mulheres que se rebelaram contra o machismo, a situação de vulnerabilidade e falta de punição para os crimes no ambiente doméstico e familiar em Paulo Afonso.

Equipe da Deam.

Deixe seu comentário