Paulo de Deus e o poder: caminhos que seguem separados

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Ausente do embate político por quase dois anos, eis que finalmente, o ex-prefeito de Paulo Afonso, Paulo Barbosa de Deus (sem-partido), volta ao aconchego para lançar o anticandidato José Ronaldo (DEM) ao nada.

Paulo que saiu da campanha a prefeito de Paulo Afonso em 2016, ungido de poder, pela bem-vinda presidência de Michel Temer, o presidente da República empossado meses antes, e pertencente ao seu partido MDB, e do braço forte do deputado federal Lúcio Vieira Lima, o cacique baiano, leia-se: a Chesf, o homem deitou e rolou com os cargos da estatal.

Tudo, absolutamente tudo o que acontecia na Chesf, vai e vem de terceirizadas, demissões e indicações se davam com aval do ex-prefeito. Uma intervenção política na empresa como nunca se vira em seus 70 anos de história.

Ocorre que Paulo, mais afeito a sua fazenda e a seus bois, terceirizou o comando dos cargos e gerou uma insatisfação generalizada, além de revolta mal disfarçada de quem trabalhou sol a sol para que ele tivesse uma das votações mais impressionantes da cena política pauloafonsina, unindo-se ao PP, o ex-prefeito cravou 21.714 votos, ficando em 2º lugar, perdendo a prefeitura por exímios 2.770 votos; sem dinheiro e note-se: 12 anos de ausência. Um feito e tanto.

Então Paulo acostumou-se ao poder. E neste sábado, quando participava do evento no Creia, notou que os rostos trazidos pelo Solidariedade lhe eram estranhos.

A verdade é que Paulo de Deus não tem mais as benesses do partido: cargos ou influência, apoia-se no diretor administrativo da Chesf, em cujo cargo escapa de suas mãos, e só não ficou sozinho com José Ronaldo,  porque o Solidariedade estava num evento paralelo: Mário Galinho.

Concluo: Paulo de Deus e o poder caminham em lados opostos.

 

Foto de capa: Ângelo Pontes (Portal PA4)

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